Nas tramas do invisível: a comunicação dos afetos em Michel Henry e em Donald Winnicott
Palavras-chave:
Fenomenologia da vida, Fenomenologia do invisível, Michel Henry, Donald Winnicott, ComunicaçãoResumo
É fato: Michel Henry nos assombra com a Fenomenologia do invisível. Neste paradigma inovador, o visível e o invisível não são considerados em oposição excludente, mas se entrelaçam na própria constituição da Fenomenologia da Vida. Em Psicanálise, Donald Winnicott (1896-1971) foi um autor que se destacou por trazer à tona questões do desenvolvimento precoce do ser humano, fase na qual a relação mãe-bebê é primordial e é, de fato, fundante na constituição psíquica do sujeito. Nos princípios da vida ainda não existe a possibilidade de uma comunicação verbal, mas Winnicott nos aponta para uma outra natureza de comunicação que pode se dar ali onde há somente o corpo, os afetos e as sensações, sem ainda o advento da racionalidade ou da linguagem: Esta é a comunicação silenciosa. Procuraremos, nesse artigo, explicitar os olhares de Henry, do lado da Fenomenologia, e Winnicott, da Psicanálise, buscando possíveis pontos de diálogo e contraponto.
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