A função da reciprocidade em organizações ativistas solidárias
DOI:
https://doi.org/10.67215/otraeconomia.1520Palavras-chave:
alternativas, ativismo social, reciprocidadeResumo
Compreendido a partir das obras seminais de Marcel Mauss e Karl Polanyi, o princípio de reciprocidade tem desempenhado um papel decisivo na história e nos tempos atuais. Contrapondo-se a lógicas de mercado, a reciprocidade é o meio pelo qual várias sociedades responderam à questão primordial da nossa interdependência, pela via da intercompreensão, do mútuo reconhecimento e da aliança. Em nossos dias, ela sustenta organizações alternativas, com suas próprias dinâmicas e evoluções. Esse artigo aborda esses temas, demonstrando sua efetividade entre organizações ativistas solidárias e indicando como realizar pesquisas, tendo a reciprocidade como prisma de análise. Vale-se de estudos bibliográficos a respeito, integrando-os a uma sucessão de pesquisas empíricas, com destaque para um estudo internacional sobre as formas recentes de ativismo social. As conclusões reiteram a urgência de abandonarmos as falácias da economia de mercado e do crescimento perpétuo, para dar o devido lugar aos vínculos que tecemos uns com os outros, como pilares da vida em nossa história e em nossos possíveis futuros.
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