La sostenibilidad de los emprendimientos de la economía social y solidaria
Resumo
En América Latina se multiplican los programas que promueven emprendimientos mercantiles autogestionados a cargo de trabajadores individuales, grupos familiares o libremente asociados. Pero no todos tienen el mismo sentido. El sentido de cada programa debe ser aprehendido teniendo en cuenta no sólo su justificación, su intencionalidad declarada, sino también el campo –económico, político, práctico, teórico- de las políticas públicas (estatales o no estatales) en el cual se ubica.
Por un lado, el discurso económico neoliberal puede justificar ese tipo de programas en nombre del sistema de mercado, aduciendo que vienen a subsanar fallas en nuestros mercados (como es el caso del microcrédito) con el fin de mejorar las oportunidades de aquellos pobres excluidos que muestren capacidad para insertarse como microempresarios. El criterio de costo-eficiencia implica lograr esa integración de pequeñas producciones mercantiles con el menor costo posible en términos de recursos del Estado. Ello explica tanto la exigüidad de los recursos estatales destinados a estos programas como la alta valoración de la gestión y promoción por parte de organizaciones no gubernamentales que se supone son más eficientes en esa función. Pero en términos del sistema capitalista, costo-eficiencia implica también lograr metas de inserción con un mínimo de interferencia con las estrategias de acumulación del capital privado (en particular su control de recursos por los cuales competiría la pequeña producción mercantil: tierras, agua, crédito, conocimientos, etc.).Downloads
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