Los servicios de proximidad en Europa: En perspectiva con la economía popular
Resumo
El reconocimiento de la economía popular en los países del Sur incita a un cambio de mirada sobre las actividades que en el Norte implican cuidados hacia el otro, incluida una toma de conciencia de las riquezas que generan. De hecho, muchas actividades de autoconsumo características de la economía popular en el Sur se asemejan a las que vienen creciendo como novedad en Europa bajo la denominación de “servicios de proximidad”.
Así, en los países escandinavos, han venido surgiendo nuevas organizaciones que muestran una forma de acción distinta a la de las asociaciones tradicionales. Alejándose del enfoque político y cultural hegemónico en los años ’70, proponen en los años ’80 “nuevas formas organizacionales y soluciones a los problemas sociales locales”. Entre ellas se encuentran las organizaciones denominadas de “promotores de proyectos” en Dinamarca, sostenidas por los poderes públicos con el fin de reforzar la responsabilización de los ciudadanos voluntarios en las políticas sociales. En Suecia, organizaciones de mujeres implementan centros de contención y consejos para las mujeres golpeadas, llevando a que más de la mitad de las municipalidades generen actividades públicas de ayuda para ellas. En la misma década los padres inician modalidades propias de cuidado de niños porque consideran que el servicio público no responde a todas las necesidades, ni cuantitativa ni cualitativamente, a causa de la estandardización del funcionamiento de las guarderías. El gobierno social-demócrata da derecho a que el 85% del financiamiento de las cooperativas de cuidado de niños proceda de fondos públicos, y luego en 1991, se eliminan todas las restricciones acerca del estatuto jurídico de la oferta en este campo. El 15% de los niños que no están en edad escolar son así acogidos en guarderías no municipales (la mayoría de las cuales son cooperativas formadas por padres) y otras cooperativas de trabajo o asociaciones. La forma cooperativa y asociativa participa en este contexto tanto en un nuevo despliegue de los servicios existentes como en la creación de otros nuevos. La “cooperativización” de los servicios sociales responde antes que nada al objetivo de aumentar el papel de los usuarios, tales como los padres para la organización de la acogida de sus hijos, y ha sido aceptada bajo la presión de las restricciones financieras del sector público.
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