Leituras feministas da Tecnologia Social

Autores

  • Bruna Mendes Vasconcellos Professora do Centro de Ciências Naturais e Humanas da Universidade Federal do ABC. Coordenadora do Núcleo de Estudos de Gênero Esperança Garcia (NEG/UFABC). Santo André, Brasil https://orcid.org/0000-0002-4017-0384

Palavras-chave:

Tecnología Social, género, raza, reproducción social, trabajo asociado

Resumo

Neste artigo fazemos uma releitura da Tecnologia Social (TS) desde uma perspectiva feminista, com o objetivo de compreender as marcas androcêntricas que perpassam a construção teórico e política do campo, e refletir sobre seus possíveis alargamentos e transformações. Para tanto, resgatamos inicialmente algumas contribuições do campo da TS ao pensamento crítico da tecnologia em termos conceituais, políticos e metodológicos, e revisitamos essas três frentes com as lentes analíticas do gênero e da raça. Assim, refletimos sobre brechas conceituais dadas pela incorporação acrítica de conceitos androcêntricos de trabalho e da tecnologia, que subjazem parte das teorias da área; olhamos para suas fronteiras metodológicas, destacando suas limitações dadas pela encarnação de noções que essencializam conexões entre tecnologia e masculinidade – cishetero e branca; e, sobretudo, situamos politicamente a reprodução social como elo imprescindível para compreensão, e enfrentamento, as desigualdades de gênero e raça no território das disputas sociotécnicas. Realizamos tais análises através de articulações teóricas, e também do levantamento empírico de experiências associativas protagonizadas por mulheres no Brasil nas últimas duas décadas e, através da inspiração de suas ações, fechamos o artigo indicando caminhos possíveis de leituras feministas da TS.

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Publicado

2022-12-09

Edição

Seção

Dossier: Outra economia, outra tecnologia