Resistência associativas de mulheres
A experiência binacional do Grupo de Economia Solidária Feminista Riveramento
Palavras-chave:
economia solidária feminista, autogestão, pandemiaResumo
O presente artigo investigou o Grupo de Economia Solidária Feminista Riveramento, com o objetivo de entender sua origem, organização, práticas de trueques e os impactos da forma econômica não hegemônica para as mulheres de Rivera (Uruguai) e Santana do Livramento (Brasil). As bases teórico-metodológicas são qualitativas com alcance descritivo, a partir do estudo de caso (Yin, 2001) e coleta de dados por entrevistas semi estruturadas. A partir da perspectiva do pós-desenvolvimento, temos como hipótese que o grupo se organiza de forma independente, com o propósito de fortalecer as relações de cooperação entre as mulheres participantes, criando redes relacionais de apoio econômico e social em contraposição às formas de mercado e às relações trabalhistas do capitalismo. As análises preliminares apontam que o Grupo é uma proposta de associativismo autogestionado por mulheres em situação de vulnerabilidade, especialmente durante a pandemia. Isso expõe as fragilidades sujeitos subalternizados pela colonialidade a partir de marcadores como gênero, raça e classe, dentro do sistema socioeconômico moderno colonial capitalista. Identificaram-se transformações nas formas de associativismo para além do período da pandemia. O grupo ainda se articula como uma economia de trueques, mas também de apoio social, político e jurídico entre mulheres dos dois lados da fronteira.
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