El suicidio indígena en la Amazonia: colonialidad, malestar social y resistencia epistémica
DOI:
https://doi.org/10.67215/wirapuru.1554Palabras clave:
suicidio indígena, juventud indígena, colonialidad, Karl Marx, epistemologías indígenasResumen
El suicidio entre los pueblos indígenas, especialmente entre los jóvenes de la Amazonía, presenta tasas persistentemente superiores a las de la población no indígena y constituye un grave problema de salud pública, social y político. Este artículo analiza críticamente el fenómeno, articulando la lectura marxiana del suicídio, como expresión del malestar social, con las epistemologías indígenas y autores interculturales. Metodológicamente, se trata de un estudio teórico-crítico que integra: (a) una revisión de alcance de la producción científica nacional en lengua portuguesa sobre el suicidio indígena, con búsqueda en SciELO y BDTD; (b) la sistematización crítico-documental de datos y directrices institucionales (Ministerio de Salud/SESAI, Fiocruz, CIMI, IBGE); y (c) un análisis interpretativo por hermenéutica intercultural, priorizando a autores indígenas. Se argumenta que el suicidio indígena no debe reducirse a un evento individual o exclusivamente clínico, sino comprenderse como una expresión histórica de la colonialidad del capital, de la expropiación territorial, del racismo institucional y de la ruptura de las formas comunitarias de vida. Se concluye que su enfrentamiento exige políticas públicas interculturales de salud y educación, con el fortalecimiento de la atención psicosocial indígena, la valoración de las lenguas y saberes ancestrales y la ruptura con la lógica eurocéntrica y medicalizante del cuidado.
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