José Aricó e o conceito de formação econômico-social
Palavras-chave:
José Aricó, marxismo, formação econômico-socialResumo
As intervenções no campo do marxismo promovidas pelo intelectual argentino José Aricó nas décadas de 1960 e 1970 foram condicionadas pelas transformações ocorridas no seio da esquerda continental e mundial. O estagnação da experiência soviética, os desafios colocados pelas revoluções chinesa e cubana, o processo de descolonização e a reinterpretação das tradições políticas populares da região constituíram elementos favoráveis para uma análise crítica do corpus marxista. Nesse sentido, o trabalho de tradução e edição realizado por Aricó das produções e debates em torno do conceito de formação econômico-social pode ser entendido como um esforço para dotar as formações da nova esquerda argentina de ferramentas precisas para dar conta da articulação dos níveis da vida social e delimitar uma prática política de acordo com essa singularidade. Neste trabalho, nos propomos analisar os múltiplos exercícios de leitura do conceito de formação econômico-social que se refletem nos Cadernos de Passado e Presente. Nesse sentido, nos concentramos, por um lado, no trabalho de orientação dentro da obra marxiana. A esse respeito, analisaremos a publicação de Introdução geral à crítica da economia política (1857) e Formações econômicas pré-capitalistas. Por outro lado, nos deteremos no trabalho de divulgação dos desenvolvimentos contemporâneos sobre o conceito de formação econômico-social e seus efeitos teóricos e políticos. A esse respeito, analisaremos a publicação das compilações O conceito de formação econômico-social e Modos de produção na América Latina, bem como Hegemonia e dominação no Estado moderno, de Nicos Poulantzas.
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