A ovelha e o basalto: uma geofilosofia da resistência do campo nativo na Pampa brasileiro-uruguaia
Resumo
Este artigo explora o modo com que elementos da geomorfologia local são percebidos por habitantes da fronteira brasileira-uruguaia com relação às potencialidades que oferecem a modos de existência distintos. Para tanto, explora os modos de habitar o ambiente relativos a dois domínios identificados pelo saber local: a zona de "areias", onde prevalece a agricultura mecanizada, e o "basalto", onde a resistência do solo ao arado tem permitido a manutenção de modos de vida tradicionais ligados pastoreio em campos naturais. Mais do que uma exploração dos condicionantes biogeográficos às atividades econômicas, o artigo evoca as noções de espaço liso e estriado para desenvolver uma geofilosofia da Pampa e suas formas de resistência ao acosso das contemporâneas panaceias do desenvolvimento.
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