Cooperativas e bioindústrias nas cadeias do açaí e do guaraná
Relações de mercado e caminhos para uma bioeconomia inclusiva no Amazonas
DOI:
https://doi.org/10.67215/otraeconomia.1239Palavras-chave:
Amazônia, agricultura familiar, cadeia de valorResumo
A agricultura familiar na Amazônia enfrenta limitações para sua inserção em cadeias de valor dinâmicas, especialmente no contexto da bioeconomia. Nesse cenário, o cooperativismo tem sido apontado como estratégia para fortalecer a produção e a comercialização na região. Este estudo analisou as relações de mercado entre cooperativas agropecuárias e bioindústrias nas cadeias do açaí e do guaraná no estado do Amazonas, com o objetivo de identificar gargalos e suas implicações para a construção de uma bioeconomia inclusiva. A pesquisa adotou abordagem mista, combinando revisão bibliográfica, análise de dados secundários e coleta de dados primários por meio de entrevistas com cooperativas e bioindústrias instaladas no Amazonas. Os dados qualitativos foram examinados por análise de conteúdo, e as relações entre oferta e demanda foram analisadas com apoio de econometria básica e simplificada. Os resultados evidenciam um descompasso entre oferta e demanda nas duas cadeias analisadas. As cooperativas atendem aproximadamente 6,5% da demanda por açaí e 3,4% da demanda por guaraná, indicando limitações na capacidade produtiva e na integração aos mercados. Essas restrições estão associadas a fatores produtivos, logísticos, financeiros e institucionais. Conclui-se que a bioeconomia amazônica tende a reproduzir assimetrias, concentrando valor fora dos territórios produtores.
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