Economia popular: para além do trabalho informal
Reflexões desde a economia solidária e a autogestão
Palavras-chave:
Informalidade, Economia popular solidária, AutogestãoResumo
Dentro da grande diversidade de abordagens sobre a informalidade,
neste trabalho nos concentramos em sua dimensão laboral, e partindo disto
apresentamos algumas reflexões críticas sobre o difuso universo da economia popular. Neste contexto, uma pergunta que nos acompanhou ao longo do presente texto, foi: é correto afirmar que o trabalho no âmbito da informalidade é mais precário e indigno do que o trabalho no âmbito da formalidade? Disto, e já
orientando nossa posição teórico-política sobre o tema, o objetivo aqui era muito simples e direto: resgatar, nos termos das relações econômicas e de trabalho, o que “há de bom” na informalidade. Para alcançá-lo, primeiro tentamos responder a pergunta “formalizar para quê?”. A partir disto, sistematizamos algumas reflexões sobre economia popular, economia solidária e autogestão. Em termos de reflexões finais, consideramos que a autogestão, para além de seus traços puramente organizativos, tem a capacidade de transcender em direção à reconexão de economia e política como dimensões inseparáveis no desafio de auto-organizar a vida em comum, a partir do âmbito comunitário, e de realizar um salto da informalidade laboral a uma forma de trabalho e de vida dignos.
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