O espaço paradoxal da academia latino-americana: pensamento aprisionado, pensamento que aprisiona?
Palabras clave:
Colonialidade do saber, epistemicídio, racialização, branquitudeResumen
Como acadêmicas latino-americanas, movemo-nos num espaço paradoxal: um espaço de subordinação na produção de conhecimento acadêmico internacional e um espaço de privilégio na produção de conhecimento local. Muitas vezes somos brancas, ocupando posições de poder em sociedades racializadas, e frequentemente das classes médias e, então, não raro reproduzimos –intencionalmente ou não, conscientemente ou não– a lógica de raça e classe do poder colonial em nossos contextos locais, ao mesmo tempo que lutamos para encontrar reconhecimento no meio acadêmico internacional, criticando a colonialidade da qual nos beneficiamos “em casa” na forma de privilégio. Devemos nos questionar sobre esse lugar de onde falamos e como o pertencimento institucional nos coloca de saída em interlocuções várias: com movimentos sociais na posição de pesquisadoras, com estudantes na posição de professoras, etc. Que uso fazemos dos poderes simbólicos que nos são atribuídos?
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