O espaço paradoxal da academia latino-americana: pensamento aprisionado, pensamento que aprisiona?

Autores

  • Universidade de Brasília, Departamento de Linguística

Palavras-chave:

Colonialidade do saber, epistemicídio, racialização, branquitude

Resumo

Como acadêmicas latino-americanas, movemo-nos num espaço paradoxal: um espaço de subordinação na produção de conhecimento acadêmico internacional e um espaço de privilégio na produção de conhecimento local. Muitas vezes somos brancas, ocupando posições de poder em sociedades racializadas, e frequentemente das classes médias e, então, não raro reproduzimos –intencionalmente ou não, conscientemente ou não– a lógica de raça e classe do poder colonial em nossos contextos locais, ao mesmo tempo que lutamos para encontrar reconhecimento no meio acadêmico internacional, criticando a colonialidade da qual nos beneficiamos “em casa” na forma de privilégio. Devemos nos questionar sobre esse lugar de onde falamos e como o pertencimento institucional nos coloca de saída em interlocuções várias: com movimentos sociais na posição de pesquisadoras, com estudantes na posição de professoras, etc. Que uso fazemos dos poderes simbólicos que nos são atribuídos?

Biografia do Autor

  • , Universidade de Brasília, Departamento de Linguística

    Professora Associada da Universidade de Brasília, Departamento de Linguística. Diretora do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares. Coordenadora do Núcleo de Estudos de Linguagem e Sociedade. Vice-presidenta da Associação Latino-Americana de Estudos do Discurso. Editora das revistas Discurso & Sociedad e RALED.

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Publicado

2026-02-18

Edição

Seção

Ensayos

Como Citar

O espaço paradoxal da academia latino-americana: pensamento aprisionado, pensamento que aprisiona?. (2026). Wirapuru, 2, 74-80. https://revistas.ungs.edu.ar/index.php/wirapuru/article/view/1457