Corporalities in intergenerational dialogue: pedagogy of beauty and children's perspectives on hair removal practices

Authors

Keywords:

childhood, corporality, hair removal, pedagogy of beauty, intersectionality

Abstract

The study analyzes hair removal practices and meanings attributed to body hair by children aged 6 to 12 in beauty salons in the Federal District, Brazil. It aims to understand how these children construct meanings about their body hair, how hair removal influences their self-images, and what strategies they use to deal with aesthetic norms. The methodology employed ethnographic research in three salons from different socioeconomic contexts (Asa Norte, Asa Sul, and Ceilândia), using participatory approaches, spontaneous dialogues, and playful activities. Theoretically, it is based on understanding the body as a cultural artifact, dialoguing with Social Studies of Childhood that recognize children as plural subjects traversed by structural inequalities. The results revealed a “pedagogy of beauty” that dynamizes values about children’s bodies; contradictory dynamics between adults and children; intersections of social markers such as race, class, and gender in bodily experiences; bullying and shame as motivators for hair removal; and children’s agency as social actors who not only passively receive but interpret, resignify, and produce bodily practices in dialogue with adult expectations, evidencing forms of resistance and negotiation of imposed aesthetic standards.

Downloads

Download data is not yet available.

References

Bandeira, C. (2009). “Bullying: autoestima e diferenças de gênero” (Dissertação de Mestrado). Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

Bazzo, J. (2017). "Agora tudo é bullying": uma mirada antropológica sobre a atualidade das modalidades de intervenção na escola. “Revista de Antropologia”, 60(1): 259-288.

Brasil. (2015). Lei nº 13.185, de 6 de novembro de 2015. Institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying). Brasília, DF: Presidência da República.

Candido, N. (2020). Deixo minha filha se depilar? “Papo de Mãe”.

Cantine, M. (2004). “O fenômeno bullying e as suas implicações psicológicas” (Dissertação de Mestrado). Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

Castro, L. R. (2019). “Infância e adolescência na cultura do consumo”. Rio de Janeiro: NAU.

Crocetti, M. (2014). Os perigos da depilação precoce em crianças. “G1”.

Cohn, C. Antropologia da criança. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.

Corsaro, William Arnold. Sociologia da Infância. Porto Alegre: Artmed, 2011.

Del Priore, M. (2011). “Histórias íntimas: sexualidade e erotismo na história do Brasil”. São Paulo: Planeta.

Elias, N. (1995). “O processo civilizador: uma história dos costumes”. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.

Feixa, C. (1996). "Antropología de las edades". En: Martínez, J. P. y A. Martínez. “Ensayos de Antropología Cultural”. Barcelona: Ariel, pp. 319-335.

Goffman, E. (1988). “Estigma: notas sobre a manipulação da identidade deteriorada”. Rio de Janeiro: LTC.

Lidola, M. (2022). Body-Politics of Beauty: Negotiating Female Aesthetics and Social Status at the Brazilian Periphery. “Journal of Anthropological Research”, 78(1): 39-58.

Lisboa, C. S. M. (2005). “Comportamento agressivo, vitimização e relações de amizade de crianças em idade escolar: fatores de risco e proteção” (Tese de Doutorado). Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.

Louro, G. L. (2003). Corpos que escapam. “Estudos Feministas”, 4: 3-11.

Lunetas. (2016). Oficina de desprincesamento traz nova perspectiva para meninas. “Lunetas”.

Maciel, M. E. (2009). "Marcas". En: Leal, O. F. “Corpo e significado: ensaios de antropologia social”. Porto Alegre: Editora da UFRGS, pp. 47-77.

Medeiros, C. P. (2012). Uma família de mulheres: ensaio etnográfico sobre homoparentalidade na periferia de São Paulo. “Revista Estudos Feministas”, 14(2): 535-547.

Muraro, R. M. (2004). “Sexualidade da mulher brasileira: corpo e classe social no Brasil”. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos.

Nunes, A. (1999). “A sociedade das crianças A'uwe-Xavante: por uma antropologia da criança”. Lisboa: Instituto de Inovação Educacional.

ONU. (1989). “Convenção sobre os Direitos da Criança”. Nova York: ONU.

Rodríguez Pascual, I. (2007). “Para una sociología de la infancia: aspectos teóricos y metodológicos”. Madrid: Centro de Investigaciones Sociológicas.

Saffioti, H. (2013). “A mulher na sociedade de classes: mito e realidade”. São Paulo: Expressão Popular.

Santana, V. (2014). O corpo feminino como escrita. “ClimaCom Cultura Científica - Pesquisa, Jornalismo e Arte”, 1.

Szulc, A. (2001). "El lado oscuro de la niñez en la mirada adulta. Reflexiones sobre la participación de menores 'desprotegidos' en dos contextos etnográficos recientes". En: “Anais do 5º Congreso Argentino de Antropología Social”. La Plata: Universidad Nacional de La Plata.

Szulc, A., Pires, F., Cohn, C., Bührmann, A. C., e Tassinari, A. (2023). Tempos, espaços, agenciamentos: Discussões contemporâneas em antropologia da infância e juventude. “Revista de Antropologia”, 66(1): e204194.

Venema, V. (2017). A história das brasileiras que revolucionaram depilação íntima em Nova York. “BBC Brasil”.

Vigarello, G. (2006). “História da beleza”. Rio de Janeiro: Ediouro.

Published

2025-07-07

How to Cite

Corporalities in intergenerational dialogue: pedagogy of beauty and children’s perspectives on hair removal practices. (2025). Prácticas De Oficio. Investigación Y reflexión En Ciencias Sociales, 34, 7-22. https://revistas.ungs.edu.ar/index.php/po/article/view/1142