Os seres encantados de Straparola, Basile e Cascudo: o maravilhoso nos contos populares italianos e brasileiro
Palavras-chave:
conto, maravilhoso na literaturaResumo
O brasileiro Luís da Câmara Cascudo (Natal, Rio Grande do Norte, Brasil, 1898-
1986), em nota de rodapé presente ao final do conto “O peixinho encantado”, publicado em sua
obra Contos tradicionais do Brasil, faz referência aos contos “Pietropazzo”, do italiano
Giovanni Francesco Straparola (Caravaggio-Venezia, Lombardia-Vêneto, Itália, 1480-1557),
presente em sua obra Le piacevoli notti (As noites agradáveis) e “Peruonto” de Giambattista
Basile (Giuliano-Nápoles, Campania, Itália 1566-1632), presente em sua obra Lo cunto de li
cunti o Pentamerone, de forma a demonstrar a relação que a narrativa curta brasileira traça com
as duas italianas, abrindo margem para o estudo da manifestação do maravilhoso nos três contos
e apresentando aspectos semelhantes que levam a reflexões sobre questões ligadas à
transmissão oral e à importância dos contadores de histórias e de sua relação com os escritores
em geral, no eixo da cultura popular. Assim estudamos as homologias e divergências entre os
três contos, tendo como eixo os percursos narrativos de cada protagonista e os personagens que
representam a manifestação da maravilha ou do encantamento e partimos da versão de
Straparola, para chegarmos na de Basile, e, por fim, na de Cascudo. Para tanto, servem de base
os estudos de Sperber (2009), Volobuef (2011) e Michelli (2020), entre outros estudiosos.
Objetivamos refletir a respeito da expressão do maravilhoso no campo da Literatura
Comparada, uma vez que comparamos três contos de diferentes épocas e nacionalidades que
trazem muitas aproximações e poucos distanciamentos, para refletir sobre o papel dos
contadores e dos escritores.
Referências
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